domingo, 23 de agosto de 2015
sábado, 21 de junho de 2014
COMO IMPORTAR UM CARRO USADO
Primeiro, você precisa solicitar
uma fatura pro forma (uma espécie de nota fiscal da negociação, porém sem
efetuação de pagamento) na qual constará todos os detalhes do veículo: marca,
modelo, cor, ano de fabricação, ano do modelo, número de portas, capacidade de
passageiros e lista de equipamentos e número do chassi (VIN) e do motor. Além
dos dados do carro será preciso indicar os portos de embarque e de destino,
país de origem, de procedência, de aquisição e de destino (um Volvo 264 por
exemplo: fabricação sueca, comprado nos EUA, vendido nos EUA, destinado ao
Brasil), termo de venda internacional, preço unitário, preço total, valor do
frete e modo do fechamento do câmbio para pagamento. Parece difícil, mas é
apenas um documento com uma descrição detalhada do carro e do que está sendo
feito com ele. O negócio complica mesmo nos passos seguintes.
Cadastros, licenças, certificados e burocracia
Não há limite algum de valor,
apenas uma cota de US$ 3.000 para Pessoa Física, mas a menos que você compre um
Trabant meio capenga, o valor certamente irá ultrapassar este limite. Neste
caso, é preciso fazer um registro de importador no Sistema Ambiente de Registro
e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros da Receita Federal, o
chamado “RADAR” (já notaram como os governos adoram esses acrônimos de duplo
sentido bem sacados?).
Para registrar-se no RADAR, você
precisa preencher um requerimento em duas vias com firma reconhecida (para
provar que você é você mesmo), com cópia do CPF, RG, certificação digital e-CPF
(veja mais aqui) e uma procuração para ser representado pela Receita Federal.
Sua declaração de Imposto de Renda também deverá ser compatível com o valor do
carro que está sendo comprado. A aprovação do registro no RADAR leva até dois
meses e não te transforma em um importador de carros: o registro é válido
apenas para uma importação, e você precisará refazê-lo se decidir importar
outro carro.
O próximo passo é requerer ao
Departamento Nacional de Trânsito o Certificado de Adequação ao Trânsito (CAT),
que certifica o número de chassi (VIN) e o número do motor constantes na fatura
pro forma, que serão usados para posteriormente registrar o veículo no
DENATRAN.
Com o registro no RADAR aprovado
e o CAT em mãos, você precisa solicitar a Licença de Importação ao Departamento
de Operações de Comércio Exterior. A solicitação é feita por meio do Sistema
Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), acessível pelo site da Receita
Federal.
Quando você conseguir a Licença
de importação é hora de pagar o carro e acertar o transporte para o Brasil.
Tá, e quanto custa?
Para pagar o carro você não pode
colocar dólares na cueca ou na meia e levá-los pessoalmente ao vendedor. Toda
saída de moeda estrangeira deve ser registrada em transação realizada por
instituição bancária autorizada. Você precisa ir até seu banco — que deve
operar no mercado de câmbio — negociar uma taxa de câmbio e entregar o valor do
carro em real. O banco remeterá o valor correspondente em dólar ao vendedor no
exterior.
Jamais pague o carro sem ter a
licença de importação em mãos, nem por cartão de crédito ou qualquer outro tipo
de remessa que não seja operação cambial em banco no Brasil.
Além do preço do carro você terá
que pagar os impostos incidentes sobre importações e sobre veículos em geral.
Veremos isso mais adiante, quando for a hora de pagá-los.
Entrando no Brasil
Com a licença de importação e o
pagamento efetuado, você deve contratar um serviço de transporte, que pode ser
aéreo, marítimo ou terrestre, dependendo da origem do veículo importado. Você
só precisa embarcar o carro em até 60 dias após o deferimento da Licença de
Importação.
Se você tiver sorte, o vendedor
do carro pode cuidar das licenças de exportação e de todo o processo de frete
internacional — da preparação ao embarque —, mas é mais recomendável que você
contrate algum Agente de Carga (conhecidos como Freight Forwarders) que cuide
do processo de coleta, preparação, liberação alfandegária e envio do carro para
o Brasil. Depois de embarcar o carro, o agente também envia ao Brasil a fatura
comercial e mais cinco cópias assinadas e carimbadas e todos os demais
documentos obrigatórios que variam de acordo com o tipo de transporte.
Ao chegar no Brasil, é importante
ter em mão o CAT para liberação do carro. É um documento que leva 40 dias para
ser expedido, por isso recomendamos embarcar o carro somente após sua emissão,
ou você pagará diárias pelo armazenamento da carga na alfândega.
Na alfândega, com os documentos
originais de exportação/importação, você precisará contratar um despachante
aduaneiro para registrar a Declaração de Importação e nacionalizar o veículo.
Em seguida os fiscais alfandegários conferem a mercadoria e chega a hora de
pagar os impostos:
- 35 % de Imposto de Importação
(II);
- entre 37 e 55% de Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) — o IPI varia de acordo com a cilindrada (entre
7% e 25%) e é acrescido – de 30 % para veículos importados;
- Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) que varia entre 17% e 19% de acordo com a UF
(veja a tabela aqui);
- 11,6% de PIS/Cofins.
Para ajudar a calcular o
montante, a Receita Federal mantém um simulador em seu site.
Com os impostos pagos, o carro é
liberado e cadastrado na Base de Informática Nacional (BIN), onde são inseridos
os dados complementares do carro para que ele possa ser registrado (RENAVAM) e
licenciado em qualquer Detran do País. Aqui ele já é tratado como um carro
comprado no Brasil, e você deverá pagar Seguro Obrigatório/DPVAT, licenciamento
anual e IPVA (se for o caso), além do emplacamento do veículo.
O processo de compra, transporte,
desembaraço aduaneiro e licenciamento do carro leva, em média 90 dias. Depois
você só precisa girar a chave e curtir seu novo carro antigo.
domingo, 15 de junho de 2014
Como Nasceu o Primeiro Carro Brasileiro
Infelizmente o governo de JK não investiu nas indústrias brasileiras dando incentivos maciços para as multinacionais aniquilando as nacionais.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Volkswagen mostra última versão da Kombi. Sai de linha a Velha Senhora.
A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira que produzirá uma série limitada da última edição da Kombi, que sai de linha no final deste ano. Com ar de peça de colecionador, o modelo, batizado de "Last Edition" terá 600 unidades fabricadas e custará R$ 85 mil.
A última versão da Kombi conta com detalhes nostálgicos, como pintura de cores diferentes na parte mais alta e na mais baixa do modelo, grade dianteira superior e molduras de setas e faróis pintados na cor do veículo e pneus com faixa branca.
No interior, a última versão da Kombi terá bancos em vinil, com faixas em azul e branco, e uma plaqueta no painel identificando o número de série do modelo.
História
A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo era equipado com motor 4 cilindros 1.2 l com refrigeração a ar e 25 cavalos de potência.
A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo era equipado com motor 4 cilindros 1.2 l com refrigeração a ar e 25 cavalos de potência.
Ao lado do Fusca, a Kombi marcou o início das atividades da Volkswagen no País, há 60 anos. Sua montagem começou no ano de 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
A partir de 2 de setembro de 1957 o modelo passou a ser efetivamente produzido no Brasil, na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A Kombi foi o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil, antes mesmo do Fusca – e o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha.
O nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que em português significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”. Na Alemanha o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1).
A versão brasileira trouxe em seu lançamento o mesmo motor de quatro cilindros de 1.2 l refrigerado a ar, mas com potência de 30 cavalos.
Além das versões com janelas traseiras de vidro ou furgão, a Kombi também foi fabricada como pick-up, com cabine simples ou cabine dupla.
Menos de quatro anos após seu lançamento no Brasil foi introduzido no mercado nacional o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão picape surgiu em 1967, já com motor de 1.500 cm³ (potência bruta de 52 cavalos) e sistema elétrico de 12 volts.
A trajetória internacional da Kombi brasileira se iniciou com as exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 1970 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.
Em 1975, a Kombi passou por uma reestilização e também teve a cilindrada do motor ampliada para 1.600 cm³. A potência bruta era de 58 cavalos. Três anos mais tarde, esse motor 1.6 l ganhou dupla carburação, o que aumentou sua potência bruta para 65 cavalos.
A opção com motor 1.6 l a diesel surgiu em 1981. Com quatro cilindros em linha e refrigerado a água, esse motor desenvolvia potência de 60 cavalos e era oferecido para as carrocerias furgão e picape – a opção cabine dupla também foi introduzida naquele mesmo ano.
Em 1982 foi introduzida a versão movida a etanol do motor 1.6 l com potência de 56 cavalos.
No ano seguinte, a Kombi ganhou painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel. As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça e temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros.
Em 1997 chegou a Kombi Carat, que apresentava soluções como teto mais alto (recurso que passou a ser adotado em toda a linha), porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro.
No fim de 2005, a Kombi se tornou flexível, recebendo o motor 4 cilindros 1.4 flex.
Um dos pontos fortes em sua comercialização sempre foi a fácil adaptação para os mais diversos tipos de uso: a Kombi foi usada como ambulância, viatura policial, veículo do Corpo de Bombeiros, veículo de lazer, escritório volante, biblioteca circulante, carro funerário, lanchonete e até carro de reportagem de televisão e rádio, entre outras versões.
Desde setembro de 1957 até julho de 2013 foram produzidas 1.551.140 unidades do modelo na fábrica de São Bernardo do Campo. Após 56 anos ininterruptos de produção no Brasil, a Kombi tem a história de maior longevidade na indústria automobilística mundial.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Protótipo da motocicleta mais rápida do mundo: Dodge Tomahawk
A Dodge Tomahawk é
uma motocicleta conceito, possuí um motor do Dodge
Viper V10 de 505 pol³ (8.2L),
com 500 cv a 5600 rpme
712Nm(525 lb/ft) a 4200rpm de torque, força suficiente para levar a
moto de 0 a 100 km/h em apenas 2.5 segundos. A velocidade máxima estimada
é de mais de 300 mph ou 550Km/h, porém ninguém conseguiu chegar tal
velocidade nela.
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