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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Viaturas policiais do passado



Dodge, Fusca, Variant e Veraneio


Jeep Willys 1947 utilizado pela Força Pública nos anos 50

Ford Corcel 1976 utilizado na repressão

Camburão 1978 com motor seis-cilindros

Fusca 1963 caipira: a viatura atuou em Sorocaba

A última "baratinha" da frota: VW Fusca 1986

 Chevrolet Opala 1988 com porta-munição

 

Chevrolet Ipanema 1998: substituto do Opala

 


 

 VW Santana: comum na Polícia Civil nos anos 80

Chevrolet Veraneio 1988, utilitário exigia perícia do motorista nas perseguições

 

 

Viaturas policiais do passado

Ao longo dos anos, a população se acostumou a ver diferentes visuais das viaturas de polícia na cidade de São Paulo, com variações de modelos, cores e estilos. E certos modelos marcaram de maneira particular algumas épocas e tornaram-se ícones das forças públicas. Esses foram preservados tanto pela Polícia Militar como pela Civil e hoje são motivo de orgulho por ajudar a contar a história das corporações em museus.

Na década de 50, a Polícia Militar usou até Jeep Willys com motor quatro-cilindros e tração 4x4 para o transporte de oficiais. A mudança mais significativa na imagem dos veículos militares, entretanto, ocorreu nas décadas de 60 e 70, quando as viaturas ganharam as cores laranja solar e preta, tradicionais durante o regime militar.
Era comum também o emprego descaracterizado do utilitário da GM, sem pintura policial e com placas que então eram amarelas. Mas ninguém tinha dúvida sobre a atividade dos quatro homens à paisana a bordo de uma versão geralmente standard do utilitário.

SERVIÇO
Museu da Polícia Militar: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Endereço: rua Doutor Jorge Miranda, 308 — Luz, Próximo à estação Tiradentes do metrô. Informações:(11) 3311-9955 / 3227-3793. Entrada franca.
Museu da Polícia Civil: de terça a sexta-feira, das 13h às 17h. Endereço: Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”; praça Prof. Reinaldo Porchat, 219 — Cidade Universitária  — Butantã. Informações: (11) 3468-3360. Entrada franca .

 

 

 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Volkswagen mostra última versão da Kombi. Sai de linha a Velha Senhora.




A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira que produzirá uma série limitada da última edição da Kombi, que sai de linha no final deste ano. Com ar de peça de colecionador, o modelo, batizado de "Last Edition" terá 600 unidades fabricadas e custará R$ 85 mil.
A última versão da Kombi conta com detalhes nostálgicos, como pintura de cores diferentes na parte mais alta e na mais baixa do modelo, grade dianteira superior e molduras de setas e faróis pintados na cor do veículo e pneus com faixa branca.
No interior, a última versão da Kombi terá bancos em vinil, com faixas em azul e branco, e uma plaqueta no painel identificando o número de série do modelo.
História
A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo era equipado com motor 4 cilindros 1.2 l com refrigeração a ar e 25 cavalos de potência.
Ao lado do Fusca, a Kombi marcou o início das atividades da Volkswagen no País, há 60 anos. Sua montagem começou no ano de 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
A partir de 2 de setembro de 1957 o modelo passou a ser efetivamente produzido no Brasil, na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A Kombi foi o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil, antes mesmo do Fusca – e o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha.
O nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que em português significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”. Na Alemanha o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1).
A versão brasileira trouxe em seu lançamento o mesmo motor de quatro cilindros de 1.2 l refrigerado a ar, mas com potência de 30 cavalos.
Além das versões com janelas traseiras de vidro ou furgão, a Kombi também foi fabricada como pick-up, com cabine simples ou cabine dupla.
Menos de quatro anos após seu lançamento no Brasil foi introduzido no mercado nacional o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão picape surgiu em 1967, já com motor de 1.500 cm³ (potência bruta de 52 cavalos) e sistema elétrico de 12 volts.
A trajetória internacional da Kombi brasileira se iniciou com as exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 1970 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.
Em 1975, a Kombi passou por uma reestilização e também teve a cilindrada do motor ampliada para 1.600 cm³. A potência bruta era de 58 cavalos. Três anos mais tarde, esse motor 1.6 l ganhou dupla carburação, o que aumentou sua potência bruta para 65 cavalos.
A opção com motor 1.6 l a diesel surgiu em 1981. Com quatro cilindros em linha e refrigerado a água, esse motor desenvolvia potência de 60 cavalos e era oferecido para as carrocerias furgão e picape – a opção cabine dupla também foi introduzida naquele mesmo ano.
Em 1982 foi introduzida a versão movida a etanol do motor 1.6 l com potência de 56 cavalos.
No ano seguinte, a Kombi ganhou painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel. As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça e temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros.
Em 1997 chegou a Kombi Carat, que apresentava soluções como teto mais alto (recurso que passou a ser adotado em toda a linha), porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. 
No fim de 2005, a Kombi se tornou flexível, recebendo o motor 4 cilindros 1.4 flex. 
Um dos pontos fortes em sua comercialização sempre foi a fácil adaptação para os mais diversos tipos de uso: a Kombi foi usada como ambulância, viatura policial, veículo do Corpo de Bombeiros, veículo de lazer, escritório volante, biblioteca circulante, carro funerário, lanchonete e até carro de reportagem de televisão e rádio, entre outras versões.
Desde setembro de 1957 até julho de 2013 foram produzidas 1.551.140 unidades do modelo na fábrica de São Bernardo do Campo. Após 56 anos ininterruptos de produção no Brasil, a Kombi tem a história de maior longevidade na indústria automobilística mundial.